Transição de carreira após os 40: por que não?

Casos de pessoas que trocaram de profissão depois dos 40 anos mostram que os estereótipos de idade estão ultrapassados

Por Portal City News - Sérgio Araújo 13/09/2021 - 20:17 hs

As razões que levam um profissional a mudar sua área de atuação são as mais diversas.  Há desde aqueles que decidiram se reinventar e fazer algo que sempre quiseram até mesmo quem opta por esse caminho com o intuito de se sentir mais valorizado no mercado de trabalho. Mas, quando se tem 40 anos ou mais, é natural surgirem momentos de dúvida e insegurança, principalmente, por conta dos muitos preconceitos relativos à idade. “Você não está velho demais para transitar de carreira?” “Mas você teve cargo de liderança, por que mudar de carreira a essa altura da vida?” 

O desenvolvimento e a mudança de comportamento são fatores presentes e constantes no dia a dia das pessoas. O avanço da tecnologia e o processo de transformação digital têm levado a inúmeras quebras de paradigmas. A ideologia de idade, por exemplo, é algo que está ficando para trás e, no lugar disso, a evidência do conhecimento e habilidades técnicas têm se tornado cada vez mais importantes, haja vista que, no mercado de tecnologia, que é uma das principais promessas das profissões do futuro, há um cenário de escassez de profissionais para as demandas existentes.

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) já apontam que, até o ano de 2024, serão criadas em torno de 420 mil novas vagas no mercado de tecnologia. Em contrapartida, as previsões dizem que 150 mil delas não serão preenchidas por falta de trabalhadores. E é nesse cenário que profissionais interessados em encarar a transição de carreira têm encontrado as oportunidades mais promissoras, independentemente da idade.

Simone Araújo é um exemplo de experiência nesse processo de transição. Aos 46 anos, se viu na insegurança de pensar em ter uma função júnior, em uma área diferente da sua, em que era sênior. Mesmo assim, ponderando uma série de aspectos, seguiu firme na determinação de transitar de carreira, fazendo o curso de Data Analyst, promovido pela Digital House.

Hoje, aos 48 anos, está trabalhando na área, em uma startup de consultoria. "Diversidade geracional é uma fonte de riqueza. São diversos pontos de vista diferentes que se somam em experiências de vida, em que, juntos, fazem a composição de um time de sucesso!", diz a analista de dados, que se sente realizada atualmente.

Sylvia Maria Skaf também é outro exemplo de que os paradigmas estão mudando. Aos 49 anos, trabalha como UX Research em uma startup de logística. Ela também estudou na Digital House, mas no curso de Experiência do Usuário. Na juventude, formou-se em arquitetura e trabalhou por décadas na área. Diferentemente da Simone, em nenhum momento Sylvia pensou que sua idade fosse um empecilho em sua jornada profissional. Pelo contrário, considerou a sua bagagem sólida e deixou-se guiar pela determinação de seguir um novo sonho, agregando tudo em novas empresas. Além disso, comentou que não foi difícil conseguir o seu primeiro trabalho na área.


A Digital House é uma das principais referências de escola de habilidades digitais, que possuem a transição de carreira, independentemente da idade, como um dos pontos mais fortes dos seus alunos. São cursos nas principais áreas demandadas do mercado de trabalho, como UX, Dados, Marketing Digital, Programação e Produtos Digitais.

Sabrina Honorato Favorin, líder de carreiras na escola, diz: "É aí que entramos. Mostrando as necessidades do mercado, abrindo portas, facilitando o contato com as carreiras digitais e mostrando a esses profissionais que a experiência que eles têm é um dos pontos fortes que devem ser valorizados. Afinal, eles deram um importante passo que envolve a busca por atualização, se desafiar e ter força de vontade. E a bagagem de experiências anteriores acrescenta muito valor nesse processo e não deve ser deixada de lado."