Freelancer: Saiba como definir preços para seus serviços

Definir preços é grande desafio do freelancer

Por Portal City News 29/03/2021 - 18:07 hs

O mercado freelancer tem crescido consideravelmente nos últimos anos. De acordo com o relatório de uma das plataformas que oferecem esse tipo de serviço no mundo, a Workana, houve um aumento de 42% no número de profissionais inscritos somente durante o primeiro mês de pandemia de covid-19.

Embora 45% dos entrevistados tenha revelado que alguns projetos foram cancelados em primeiro momento da pandemia, esse é um mercado em ascensão. De acordo com o relatório de 2020 da Workana, algumas empresas que antes não contratavam freelancers já sinalizam interesse por esses profissionais. É o caso, por exemplo, de companhias de engenharia, finanças e direito.

O cenário é promissor para profissionais que desejam fazer renda extra ou mesmo gerenciar a carreira por conta própria, abandonando de vez o escritório formal e aderindo ao trabalho remoto de maneira definitiva. As facilidades oferecidas por essa modalidade são sedutoras: gerenciamento do próprio tempo, possibilidade de escolha de projetos, não precisar lidar com o trânsito entre outras.

Em contrapartida, são necessárias habilidades como organização e disciplina para o cumprimento dos prazos. Trabalhar de casa tem inúmeras vantagens, mas abre mais espaço para a procrastinação. É preciso estar em vigília constante para não cair em armadilhas.

Quem opta por seguir nesse caminho esbarra em um desafio: a precificação dos serviços. Há vários pontos a serem considerados para que o valor cobrado não seja nem muito acima - a ponto de afastar os clientes - nem barato demais, de modo a desvalorizar o investimento feito em formação, qualificação e a mão-de-obra do profissional.

Planejamento e análise de custos

Começar a atuar como freelancer é um empreendimento e, como tal, precisa ser feito com seriedade – especialmente se a ideia for transformá-lo na principal fonte de renda. É importante fazer uma análise de custos que considere todos os gastos necessários para o exercício da atividade: do valor gasto com o notebook ao lanche que o profissional faz durante o tempo em que está trabalhando.

Essa planilha precisa envolver também informações como: energia elétrica, internet, água, telefone, celular, transporte (caso precise fazer reuniões presenciais), café, papel, caneta e qualquer tipo de material e equipamentos que sejam necessários para o cumprimento das obrigações acordadas.

Uma análise de mercado é fundamental para garantir uma precificação adequada. Nessa pesquisa será preciso investigar a concorrência, as características da região e o valor a ser investido para que o negócio comece a funcionar. Assim será possível estabelecer critérios para a cobrança de acordo com o tipo de trabalho oferecido. Um designer, por exemplo, pode cobrar por hora, enquanto um redator por quantidade de palavras ou complexidade do projeto.

Uma das formas de calcular a hora trabalhada é dobrar o valor calculado com base na planilha de custos para que o profissional tenha lucro e não pague para trabalhar. Mas esse cálculo pode variar de projeto para projeto e de acordo com a qualificação do prestador do serviço. Segundo o Sebrae, o valor cobrado também muda conforme o serviço oferecido, a experiência do freelancer e o prazo para a conclusão do trabalho.

Valorização da profissão

Em um mercado cada vez mais competitivo, valorizar o próprio trabalho é um ponto fundamental. A tendência é o profissional cobrar um preço baixo para conquistar mais clientes, mas isso é um erro.

O valor definido pela hora trabalhada precisa ficar claro no momento da contratação. Caso seja necessário, os critérios estabelecidos pelo profissional podem ser descritos e discutidos com o cliente.

Nesse momento é importante mostrar um portfólio bem montado que evidencie a qualidade do serviço prestado. O Sebrae considera essencial construir um nome respeitável e mostrar habilidade para se adaptar aos projetos dos clientes.

Aos profissionais em começo de carreira é importante mostrar os cursos que o qualificam para determinada atividade. Para esses, ainda que seja necessário cobrar um preço mais modesto, é preciso que esse valor pague as contas, gere um lucro mínimo e não traga prejuízos.